Eu ando desacreditada do amor, eu não sei mais se “grandes amores” são para mim. Percebi que prefiro conversas descontraídas no carro, brincadeiras pessoais e sorrisos sinceros à juras de amor e promessas de “para sempre”, pois são exatamente essas que nos magoam mais. São essas as ações que nos fazem nos sentir mais enganadas, traídas e decepcionadas. Ao sentir e dizer a fatídica palavra “amor”, as pessoas se sentem numa obrigação de fazer tudo certo na hora errada, o que nos amarra a uma perfeição forçada, que só nos leva à tão temida desilusão. Criamos versões irreais daquela pessoa tão querida e exigimos tanto dela que não temos nem como nos proteger do grande desapontamento que está por vir.
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